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Vídeo nas Aldeias: audiovisual como ferramenta de resistência indígena

  • 2 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 5 de set. de 2025

Projeto audiovisual com o propósito de fortalecer o cinema indígena brasileiro chega ao MASP.


Crédito: Vincent e Rita Carelli / Divulgação 
Crédito: Vincent e Rita Carelli / Divulgação 

Criado por Vincent Carelli em 1986, a iniciativa, que começou como um documentário de comunidades indígenas, se tornou um grande programa de formação de cineastas indígenas no Brasil. O projeto segue na ativa como programa de formação e apoio ao cinema indígena, e reúne um vasto acervo audiovisual com mais de 8 mil horas de gravações, ao longo de quase 40 anos de atuação. Os filmes selecionados na programação, podem ser vistos na Sala de Vídeo: Vídeo nas Aldeias, até o dia 10 de agosto, no MASP, em São Paulo.


A partir de 1997, o projeto expandiu suas atividades, incluindo oficinas audiovisuais realizadas junto aos povos indígenas, e distribuindo equipamentos de filmagem para que tivessem autonomia na representação de sua própria cultura. A formação de cineastas indígenas e o suporte técnico para a produção de filmes tornaram-se pilares fundamentais da atuação do projeto, que conta com um acervo plural, refletindo a diversidade dos povos indígenas brasileiros. 


“Nenhuma árvore quer morrer, a floresta também tem espírito”, diz uma voz Mbya-Guarani no filme Bicicletas de Nhanderú (2011), um dos destaques da mostra que reúne diferentes visões indígenas sobre natureza, memória e espiritualidade.


Entre a programação estão filmes que abordam formas distintas de lidar com a terra e com o meio ambiente, retratando aspectos de suas culturas e cosmologias — e reforçando a urgência da luta pela demarcação territorial.


O MASP oferece entrada gratuita às terças-feiras, das 10h às 20h; nos demais dias, é necessário adquirir ingresso para a visita. Confira valores e horários no site oficial.


Por Isabela Almeida



 
 
 

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