Uma passagem (não tão mais) secreta por baixo da Consolação: Conheça a história da Passagem Literária
- gestao659
- 19 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de set. de 2025
Com área voltada totalmente para literatura, espaço valoriza a integração entre leitores

Com entrada discreta, sem uma placa que indique o local, a Passagem Literária da Consolação liga as calçadas do cinema Belas Artes e do Riviera Bar, próximo a rua Consolação. Inaugurado na década de 70, o lugar foi cedido pela Prefeitura de São Paulo e, desde 2005, é gerido pela Associação Via Libris.
Esta associação é uma entidade de livreiros que atuavam na rua Augusta e foram convidados para gerenciar o espaço e vender seus livros, em uma forma de “sebo coletivo”. “Foi formada a partir de um caso que ocorreu na Rua Augusta: uma operação da guarda civil passou lá para recolher as mercadorias das bancas, de contrabando, e acabou recolhendo os livros dos livreiros também”, alega Júnior Buzeli, funcionário do local.
A Passagem Literária completa 20 anos em 2025 e é conhecida por ser um espaço de entretenimento cultural e acesso literário. A galeria se divide em duas partes: um painel de livro, em que se encontram as exposições rotativas de arte, e uma parede marcada pela presença de grafites e pôsteres de filmes. A programação conta com shows, apresentações teatrais e de dança, saraus e projetos audiovisuais.
O objetivo do projeto é democratizar o acesso à leitura e revitalizar um espaço cultural. Antes de sua inauguração em 2005, o túnel tinha sido fechado pela Subprefeitura Sé que encontrou o local com condições precárias e de risco para a população. O espaço passou por uma reforma completa até ficar apto para uso.
Com o maior reconhecimento pelo público, a Passagem foi responsável por incentivar a produção artística e aumentar o reconhecimento do público sobre as expressões culturais. Segundo a organização, cerca de 3 mil pessoas frequentam o local diariamente, contribuindo com o crescimento do acesso ao universo literário e com a aproximação da população paulista e da arte.
De segunda, terça, quarta-feira e às sextas, o espaço funciona das 10h30 às 19h. Às quintas-feiras, das 10h30 às 17h. Aos sábados, das 11h às 19h.
Por Isabela Slussarek




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