A Comunidade do Arco-Íris: uma crítica feita no passado e replicada no presente
- gestao659
- 26 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de set. de 2025
Única obra infantil de Caio Fernando Abreu é apresentada em nova peça teatral no CCBB

Até o dia 31 de agosto, a peça A Comunidade do Arco-Íris está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Voltada ao público infantil, a montagem conta a história da única obra infantil do jornalista e dramaturgo Caio Fernando Abreu. Com críticas voltadas para a sociedade da década de 70, as reflexões feitas por Abreu ainda se aplicam aos dias atuais.
Na história, os atores interpretam brinquedos e seres mágicos que vivem em uma comunidade na floresta, como se fosse uma espécie de festa hippie. Alguns dos personagens são uma sereia exausta da poluição dos mares, uma bailarina de caixinha de música trocada por outros eletrônicos e um mágico que quer fazer seu trabalho sem ser criticado pela sociedade.
As personalidades desejam viver em um lugar longe dos seres humanos, da poluição e de todo o caos causado na sociedade. É através da chegada de três gatos na comunidade que o autor instiga a reflexão sobre o convívio e a coletividade, através de discussões voltadas ao respeito, confiança, amizade e democracia.
“Não é um texto sobre empoderamento da mulher, nem sobre racismo, gênero, ou etnias se colocando. Mas abrange isso tudo. O Arco-Íris de Caio é uma ode à diversidade. Simboliza um lugar ‘outsider alternativo', uma busca pelo utópico, onde todos vivem em harmonia e a diferença é respeitada”, declara Gilberto Gawronski, supervisor de direção de A Comunidade do Arco-Íris.
Escrita em 1971, a obra já trazia reflexões sobre a questão ambiental e o impacto de uma sociedade capitalista e de consumo nas questões sociais. Além disso, busca conscientizar o público infantojuvenil sobre a existência da diversidade e a necessidade do respeito perante ao mundo desigual em que se vive.
A peça já teve temporadas de sucesso em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. As sessões acontecem aos sábados, às 11h e às 15h, e aos domingos, somente às 15h. Os ingressos custam 30 reais, mas estudantes, professores, profissionais da saúde, pessoas com deficiência, idosos e clientes Ourocard podem garantir a meia entrada.
Os ingressos estão disponíveis no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB.
Por Isabela Slussarek




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